Anna não era uma pessoa nova na sua vida, conheciam-se desde pequenos. Ela tinha uma forma muito própria de irritá-lo. Desde muito novos que lhe dera um outro nome, Bugsy, como o cartoon. Não é que ele a odiasse por isso, era apenas uma coisa que o tirava do sério.
“Anda lá Bugsy, até parece que é o fim do mundo.” disse Anna, alheia ao inferno que o seu amigo andava a passar.
“Sim, não é nada que se pareça com isso.” murmurou ele. Entraram para a carruagem e as luzes falharam por um breve instante, as portas fecharam. Por muito banal que fosse a situação achou muito estranho. A carruagem, tal como a estação, era nova e parecia em perfeitas condições.
Anna olhava para ele, como se o estivesse a inspecionar. De vez em quando sorria e desviava o olhar. “O que foi?” perguntou ele. “Nada Bugsy, estava apenas a lembrar-me de quando éramos crianças” respondeu ela. “Anna podias parar de me chamar Bugsy, só por hoje? Até parece que não tenho outro nome.”disse ele com como se estivesse realmente chateado. “Oh, mas é um nome tão fofinho. Bugsy, Bugsy, Bugsy.”retorquiu com um sorriso. Bugsy deu uma pequena gargalhada mas subitamente a sua atenção virou-se para o floco de neve que entrara pelo respirador da carruagem. Parecia mais cinza que um floco de neve, mas quando finalmente caiu lhe tocou com o dedo, sentiu que era frio. Era sem duvida um floco de neve, um floco de neve negra, como os que vira no seu sonho. Quando olhou para Anna esta continuava a sorrir, mas algo de estranho parecia estar a acontecer. Não havia movimento, ninguém se mexia. O tempo tinha parado, estava tudo silencioso.
No exterior da carruagem começara a nevar. Em seguida ouviu-se um barulho lá fora, parecia uma manada, ou mesmo uma avalanche. O som preocupou-o, a questão do tempo tinha-se tornado secundária. Abriu a janela da carruagem, colocou a cabeça de fora para ver o que vinha na sua direcção e foi invadido por uma sensação de frio, como se tivesse pequenas agulhas de gelo espetadas nos ossos. O que estava diante dos seus olhos era impossível, não conseguia acreditar. O frio deu lugar a um tremor, não era medo, era um frenesim de adrenalina. Os músculos contraiam-se, a visão ficava mais límpida, a respiração acelerava. O seu corpo era agora uma máquina em aquecimento. Rapidamente fechou a janela. Um clarão de luz fosca e espessa encheu a sua retina e do nada estava frente a frente com Anna a olhar muito séria para ele. “Estás bem Bugsy? Pareces pálido.” disse Anna. “Hã? Desculpa. Eu...acho que tive uma branca.” respondeu ainda aterrorizado.
No exterior da carruagem começara a nevar. Em seguida ouviu-se um barulho lá fora, parecia uma manada, ou mesmo uma avalanche. O som preocupou-o, a questão do tempo tinha-se tornado secundária. Abriu a janela da carruagem, colocou a cabeça de fora para ver o que vinha na sua direcção e foi invadido por uma sensação de frio, como se tivesse pequenas agulhas de gelo espetadas nos ossos. O que estava diante dos seus olhos era impossível, não conseguia acreditar. O frio deu lugar a um tremor, não era medo, era um frenesim de adrenalina. Os músculos contraiam-se, a visão ficava mais límpida, a respiração acelerava. O seu corpo era agora uma máquina em aquecimento. Rapidamente fechou a janela. Um clarão de luz fosca e espessa encheu a sua retina e do nada estava frente a frente com Anna a olhar muito séria para ele. “Estás bem Bugsy? Pareces pálido.” disse Anna. “Hã? Desculpa. Eu...acho que tive uma branca.” respondeu ainda aterrorizado.
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